Cirurgia de Blefaroplastia

A cirurgia plástica costuma ser procurado por pacientes com mais de 30 anos. Ela está indicada para quem tem excesso e/ou flacidez de pele nas pálpebras, para quem tem bolsas de gordura na pálpebra inferior e para quem tem ptose (queda da pálpebra por causas musculares) ou pseudoptose palpebral (queda da pálpebra em função do excedente de pele). A cirurgia também pode ser feita para retirada de xantelasmas (pequenas bolinhas de colesterol que se formam, principalmente, nas pálpebras), além de rugas na pálpebra inferior.

É elaborada anestesia local com sedação (mais comum) ou efeito de anestesia geral. A cirurgia dura por volta de 40 minutos a uma hora e meia

O cirurgião marca o exagero de pele e corta com o bisturi, em seguida cauteriza com bisturi elétrico e dá pontos da região exterior das pálpebras. Os pontos podem ser absorvíveis (que caem sozinhos) ou removíveis. Alguns cirurgiões usam adesivos cirúrgicos de pele ao vez de pontos

Em situações de ptose palpebral (queda da pálpebra por causas musculares) o médico corrige a musculatura orbicular

É possível incorporar outros processos como rinoplastia (correção do nariz) ou lifting de rosto na mesma cirurgia

-É necessária hospitalização de 6 a 8 horas, caso sejam relacionadas outras cirurgias, como as citadas acima, o tempo de hospitalização pode se extender a um período de12 à 24 horas.



Cuidados antes da cirurgia



É necessário jejum de oito horas antes da cirurgia e realização de análises como hemograma (o exame de sangue), coagulograma (análise da coagulação do sangue). Medicações anticoagulantes, como a aspirina, devem ser evitados um mês antes da cirurgia. Também é indicado cessar o tabagismo com pelo menos um mês de antecedência à cirurgia plástica.

A cirurgia deixando uma cicatriz discreta, pois fica localizada exatamente na dobra da pálpebra superior (porção que fica escondida quando o olho está aberto) e bem embaixo dos cílios inferiores, no caso da pálpebra de baixo ou ainda dentro da conjuntiva (parte de dentro dos olhos). O aparecimento de queloides é muito raro nesta região, mas pode acontecer.

O cigarro deve ser evitado pelo menos 1 mês antes da intervenção e nos dois meses seguintes à cirurgia pois afeta a microcirculação e comprometendo a cicatrização.

É comum que o médico aponte o uso de antibióticos preventivos e analgésicos se houver dor. Todos eles administrados por via oral, ou seja, tomados pela boca. O uso de colírios pode ser feito apenas para lubrificação dos olhos.


Devem ser utilizadas até que a cicatrização esteja completa, por volta de 30 dias. A ação do sol pode dificultar a cicatrização e deixar a pele da região manchada.

O paciente deve dormir de barriga para cima por duas semanas, depois disso é possível dormir de lado. Uso de lentes de contato os que usa lentes deve evitá-las nos primeiros 10 dias.



Resultados



Na primeira semana já é possível ver os resultados, mas eles se tornam mais claras depois que reduz o inchaço Após dois a três meses – e só estarão completos depois de seis meses a 1 ano. Melhores resultados aparecem quanto mais firme a pele das pálpebras estiver. Quanto mais flácida a região, mais rápido a pálpebra cairá novamente. Esta última alteração está relacionada com os efeitos do envelhecimento da pele.

Pacientes com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca descompensadas devem antes controlá-las para depois submeterem-se a cirurgias plásticas. Quem tem problemas de visão, como miopia ou hipermetropia, por exemplo, podem tornar a cirurgia sem qualquer problema.



Efeitos adversos da blefaroplastia



Após a cirurgia plástica de blefaroplastia, há possibilidades de que a cicatriz fique desfavorável, dor que pode durar descoloração da pele e inchaço que podem melhorar espontaneamente ou após tratamento, a visão embaçada ou temporariamente prejudicada. Pode haver também sangramento e formação de hematomas, acumulo de líquido (seroma), dormência e outras alterações na sensibilidade da pele temporarios ou permanentes. Por último, há chances de os fios de suturas, espontaneamente, emergirem na pele, tornam-se visíveis ou produzimos irritação que exijam sua remoção. Em todos esses casos é indicado voltar ao cirurgião que realizou o procedimento.

Como qualquer cirugia, a blefaroplastia oferece riscos à saúde. que acontece entrno meio os riscos comuns a qualquer procedimento cirúrgico estão a trombose venosa detalhada e profunda complicações cardíacas e pulmonares e os riscos relacionados à anestesia, como o choque anafilático, alteração da constância cardíaca e da pressão arterial.



Os olhos podem ficar secos temporárias ou frequentemente, secos, exigindo o uso frequente de colírios. Pode haver também dificuldade de fechar os olhos, perda da função na pálpebra envolvendo posição anormal das pálpebras superiores (ptose palpebral), pele solta na pálpebra, fechamento inadequado da pálpebra, com exposição da conjuntiva e frouxidão anormal da pálpebra inferior. O tratamento nestes casos dependerá do grau e da gravidade, podendo, às vezes, melhorar com tratamento conservador – com massagem local e colírio ocular – ou nova intervenção cirúrgica para o encerramento adequado das pálpebras.

Saiba aqui como funciona a cirurgia de blefaroplastia

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