O que faz um dentista especializado em endodontia

Dentre tantos profissionais, o endodontista – especialista em endodontia – tem seu mérito por cuidar de uma parte fundamental da estrutura dentária: a cavidade pulpar. Para esclarecer algumas questões sobre essa área odontológica, o Sorrisologia bateu um papo com a profissional Sofia Cabaleiro. Confira o que ela tem a dizer sobre esse assunto a seguir!

A endodontia

Muito temida pelos pacientes no geral, essa talvez seja uma das áreas mais fundamentais quando o assunto é a saúde dos seus dentes. A endodontia é uma especialidade dentro da odontologia que cuida do coração do dente, que é a polpa dentária, camada mais interna da estrutura dentária. “A endodontia é a parte da odontologia que estuda as doenças e lesões que acometem o tecido pulpar do dente, assim como seus diagnósticos e terapias de tratamento”, define a especialista.


A polpa dentária, por sua vez, fica localizada da dentina até a raiz dos dentes, sendo formada principalmente por nervos e vasos sanguíneos. Por se tratar de um tecido mais complexo e delicado, quando a região é atingida por algum problema, o paciente costuma sentir muita dor e incômodo no local, sendo fundamental buscar a ajuda de um profissional o mais rápido possível.

POR QUE É IMPORTANTE CUIDAR DA POLPA DO DENTE?

Além disso, se houver a evolução do processo inflamatório, mesmo que lenta, a especialista alerta que o quadro pode se transformar em uma necrose pulpar. Isso, por sua vez, pode abrir caminho para a proliferação bacteriana dentro dos canais radiculares, o que consequentemente pode acabar desencadeando problemas como os abscessos e edemas na face do paciente.

EM QUE CASOS O ENDODONTISTA PODE AJUDAR?

Normalmente as pessoas associam a endodontia ao tratamento de canal, muito recomendado em casos mais graves de cárie. Essa associação não está errada, mas esse não é o único cenário em que o endodontista pode ser um bom amigo do seu sorriso.

Até mesmo porque, segundo a profissional, quando há relatos de dores espontâneas, de longa duração ou intensas, já ficam claros os sinais de que o tecido pulpar foi afetado e será necessária uma intervenção endodôntica, e isso pode ser provocado por cáries ou não. “Já quando o paciente relata histórico de edema no local com secreção purulenta, este é um indicativo de que algum dente pode ter entrado em necrose pulpar”, alerta.


Além disso, de acordo com a endodontista, quedas e traumas que provocam fraturas extensas também são causas comuns do tratamento endodôntico em adultos e crianças. Portanto, quando a polpa é atingida – seja devido a uma cárie profunda ou por causa de uma fratura -, os dentistas costumam encaminhar o paciente para um especialista da endodontia, que é o profissional mais capacitado para dar início ao tratamento adequado.

NEGLIGENCIAR A SAÚDE DA POLPA PODE TRAZER CONSEQUÊNCIAS

Sentir incômodos constantes como sensibilidade ou dor de dente são sinais de que algo não está certo e é altamente recomendado que o paciente procure a ajuda de um profissional se isso estiver acontecendo.

O tratamento endodôntico

Com técnicas modernas e que trazem mais conforto para o paciente, hoje em dia não há por que temer o tratamento endodôntico, pois o mais importante nesses casos é procurar restabelecer a saúde do elemento dentário. Segundo Sofia, esse tipo de tratamento normalmente é definido após avaliação clínica e radiografia periapical do dente ou da região acometida pela dor. Além disso, outros sintomas da alteração pulpar podem ajudar a identificar a necessidade desse tipo de medida.

PASSO A PASSO DO TRATAMENTO DE CANAL

Depois do diagnóstico do especialista, dá-se início ao tratamento de canal. Para entender de uma maneira bastante simples, a endodontista explicou exatamente como esse procedimento acontece com um passo a passo:

Primeiramente o paciente será anestesiado e depois, utilizando a caneta de alta rotação (o motorzinho), um acesso será feito no dente até a câmara pulpar. É nesse momento que o profissional consegue localizar a entrada dos canais com auxílio de limas e também inicia-se a limpeza dos condutos com a utilização de agentes químicos que promovem a sanitização dos túbulos e sistema de canais radiculares.


 Após essa etapa, é a hora de determinar o comprimento da raiz a ser tratada. Para isso existem meios tecnológicos que facilitam muito, o chamado Localizador Apical é capaz de fornecer o comprimento real de trabalho que é fundamental no sucesso do tratamento.


 Já para a instrumentação dos canais, existem técnicas manuais que consistem em utilizar uma sequência de limas ou técnicas automatizadas que utilizam limas únicas. Nesse caso é a tecnologia a favor do procedimento.


Ao fim da instrumentação, a fase seguinte é a obturação dos canais utilizando um tipo de borracha termoplástica que irá vedar o canal e impedir a proliferação de novos microorganismos naquele local.

O TRATAMENTO DÓI?

De acordo com a especialista, mesmo com a anestesia, existem estágios da inflamação pulpar que precisam de medidas mais drásticas. Nesses casos, é necessário um outro tipo de anestesia para auxiliar, chamada de intrapulpar, e essa sim pode gerar um momento de dor no local. No entanto, a especialista destaca: “É um procedimento rápido e totalmente tolerável”. Além disso, esse tipo de atitude só é necessária em casos realmente mais graves, e a maioria dos tratamentos são bem suportados apenas com o uso de anestésicos locais.

QUAL É O TEMPO DE DURAÇÃO DO TRATAMENTO?

Com tantos avanços no mundo tecnológico, hoje vários procedimentos não demandam muito tempo para serem finalizados. Entretanto, no caso do tratamento de canal, o tempo de duração vai depender das particularidades de cada caso. “O tempo e número de sessões vão variar de acordo com a complexidade do dente, a técnica empregada e a habilidade do profissional”, conta Sofia.

Saiba Mais: A Edodontia nada mais é do que o Tratamento de Canal, e as maiores dúvidas sobre esse processo

HÁ CONTRAINDICAÇÕES?

A especialista esclarece quais são eles: “Dentes muito comprometidos, pacientes com algum histórico de saúde desfavorável, suspeitas de trincas, são alguns dos motivos que podem contra indicar o tratamento”. Portanto, é preciso estar em um bom estado de saúde no geral para estar apto para realizar essa intervenção – ou seja, se você sofre com problemas periodontais, provavelmente não poderá para fazer o tratamento de canal.

FONTE: https://www.r7.com

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